A feira foi o motivo principal da viagem, mas tivemos outras descobertas. Em cada passeio e em cada conversa com produtores, encontramos uma região investindo pesado em enoturismo, hotelaria de luxo, recuperação de patrimônio e vinhos mais complexos do que o Alvarinho que a gente já conhecia.
Duas coisas nos surpreenderam de verdade. A primeira foi a quantidade de espumantes de Alvarinho nas mesas de prova, numa região que nós não associávamos tanto a espumantes. A segunda foi encontrar vinhos com dez, onze, doze anos de garrafa, bem longe do Alvarinho fresco que conhecemos há tanto tempo.
A viagem foi organizada pela Câmara Municipal de Monção, num roteiro que misturou hotel de luxo, palácio histórico, agroturismo familiar e aldeia com quase setecentos anos de história, tudo isso antes mesmo de chegar à festa. É esse conjunto que explica porque Monção quer ser lembrada como destino o ano inteiro, e não só durante os quatro dias de feira.
Neste relato, contamos os seis lugares que visitamos em Monção e o que aprendemos sobre o momento atual do Alvarinho, a casta que carrega o nome da própria sub-região dos Vinhos Verdes.
O que é o vinho Alvarinho
A Alvarinho é uma casta branca portuguesa de cacho pequeno e baixa produção. Isso já diz muito sobre ela: pouca uva por planta, mas de alta qualidade, com acidez marcante e um teor alcoólico geralmente entre 11% e 14%, mais alto do que a maioria dos Vinhos Verdes.
É essa força que separa o Alvarinho do restante da região dos Vinhos Verdes. Enquanto o Vinho Verde clássico é leve, com pouco álcool e até um pouco de gás natural, o Alvarinho tem mais estrutura e complexidade aromática, com notas cítricas, florais e uma marcante salinidade.
A casta é cultivada hoje em várias regiões de Portugal, mas é em Monção e Melgaço que ela encontra o seu terroir de origem e atinge o auge. A sub-região tem regras próprias dentro da Denominação de Origem Controlada (DOC) Vinhos Verdes, pensadas justamente para proteger essa identidade.
Para usar as designações “Vinho Verde Alvarinho” ou “Vinho Verde Alvarinho Espumante” com exclusividade da sub-região de Monção, o vinho precisa cumprir regras específicas:
- teor alcoólico natural mínimo de 10% em volume
- teor alcoólico adquirido de pelo menos 11,5%
- teor alcoólico total de até 13%
- acidez fixa de no mínimo 4,5 gramas por litro em ácido tartárico.
O rendimento máximo por hectare também é limitado a 60 hectolitros, o que ajuda a manter a concentração da uva.
Foi um produtor que nos explicou uma regra curiosa da própria feira: só entra vinho Alvarinho DOC. Nada de IGP ou de outras classificações. Quem quer expor na Feira do Alvarinho de Monção precisa ter o selo da denominação de origem.
The Vinea Collection Hotel: um cinco estrelas entre as vinhas
Chegamos a Monção no fim da tarde de 1º de julho e o The Vinea Collection Hotel by Piamonte Hotels foi a nossa casa pelos três dias seguintes. O hotel de cinco estrelas, inaugurado há apenas seis meses, fica na Quinta da Porteleira, cercado por vinhas de Alvarinho e com vista para a serra do Alto Minho.
São 67 quartos, loja de produtos locais, o restaurante Mosto, bar e um spa com vista panorâmica sobre a serra. É um projeto recente que aposta claramente no visitante que busca vinho, gastronomia e bem-estar no mesmo lugar, sem abrir mão do luxo.
Esse tipo de investimento diz muito sobre o momento da região. Monção deixou de ser só o destino de quem vem para a feira de julho e passou a atrair quem quer ficar mais dias, visitar quintas com calma, passar pelo spa depois de um dia de provas e dormir bem entre uma refeição e outra.
Restaurante Monte da Mina: grelhados para abrir a viagem
No primeiro jantar, fomos ao Restaurante Monte da Mina, super bem recebidos pelo proprietário, Jorge Almeida. É um espaço moderno e acolhedor, especializado em grelhados e em sabores da gastronomia portuguesa, com uma carta de vinhos simplesmente espetacular: são mais de 400 opções!
O ambiente é elegante sem ser formal, do tipo que funciona tanto para um jantar em família quanto para receber um grupo de convidados como nós. Depois de alguns petiscos de entrada, pudemos escolher entre os pratos de bacalhau e carne grelhados, servidos à moda do Alto Minho: em porções imensas.
Foi ali, entre uma travessa e outra, que provamos os primeiros vinhos, ambos do enólogo Anselmo Mendes, uma referência na região dos Vinhos Verdes
O primeiro, foi um Alvarinho clássico, Muros Antigos. Fresco, com notas cítricas, foi o vinho ideal para um dia quente e reunião de pessoas. A surpresa da noite, porém, foi a chegada do próprio Anselmo Mendes e o tinto Pardusco, um Alvarelhão 2018 muito bom.
Anselmo o apresentou como sendo um vinho claro e um pouco mais leve, comparando-o com um Pinot, mas diríamos que não se trata de um Pinot claro típico europeu. Mais concentrado, com notas de frutas vermelhas maduras, e uma presença marcante na boca, estará mais para um Pinot sul-americano, para manter a comparação. O fato é que não possuía a típica acidez extra que os tintos da região costumam apresentar graças ao estágio prolongado em madeira (24 meses em barricas usadas de carvalho francês) e ao tempo de garrafa.
Foi ali que já começamos a notar a evolução dos Vinhos Verdes.
Para finalizar, ainda tivemos o espumante Muros Antigos fechando a noite.
Na sexta-feira retornamos ao Monte da Mina para almoçar e conhecer melhor a carta de vinhos e conversar com o proprietário, Jorge Almeida, um apaixonado por vinhos e boa comida.
Sobre a extensa carta de vinhos, ele apenas falou que quando gosta de um vinho, compra e adiciona. Sorte de todos os que visitam o restaurante.
E, contrariando as expectativas, ainda encontramos uma última garrafa do Pardusco 2018 que havia disponível. (Com a nota do Jorge, que tem qualquer coisa em casa).
Ponte de Mouro: a aldeia histórica que guarda um tratado
Na manhã seguinte, fomos conhecer Ponte de Mouro, uma aldeia histórica de Monção às margens do rio Mouro. O lugar reúne uma ponte medieval, a Capela de São Félix, construções intactas, passadiços de madeira junto ao rio e uma praia fluvial.
Foi ali, a 1 de novembro de 1386, que o rei D. João I de Portugal e John of Gaunt, Duque de Lencastre, assinaram o Tratado de Monção. O documento selou uma aliança militar entre Portugal e Inglaterra e definiu o casamento de D. João I com Filipa de Lencastre, filha do duque. O casamento aconteceu no Porto, poucos meses depois, em fevereiro de 1387. É desse tratado que nasce a aliança luso-britânica que segue viva até hoje.
A Capela de São Félix, construída em estilo barroco regional, tem paredes com falso mármore pintado e guarda ainda hoje uma relíquia do santo. Segundo nos contaram no local, a relíquia teria chegado à Ponte de Mouro através de um morador da aldeia que integrou a comitiva real em uma viagem a Roma, no tempo de D. Manuel I. É uma dessas histórias que se contam de geração em geração, sem data exata, mas que dão à capela um peso simbólico enorme para quem vive ali.
Ponte de Mouro também faz parte do Caminho de Santiago que atravessa o interior do Minho, o que explica a imagem de um peregrino esculpida no cruzeiro em frente à capela. Depois da pandemia, a Câmara de Monção investiu na recuperação e construção de passadiços de madeira ao longo do rio sobre antigas trilhas, que antes só eram conhecidas por contrabandistas, moleiros e pescadores.
Caminhamos por um trecho desses passadiços logo depois da visita à capela, com o rio Mouro correndo ao lado e a pequena praia fluvial com alguns banhistas se refrescando do calor de 40°C. É o tipo de passeio que pede tempo, sem pressa, bem diferente do ritmo que a gente costuma ter num dia de feira. E é mais um sinal de como o município está transformando patrimônio histórico em experiência de visita.
Palácio da Brejoeira: o símbolo do Alvarinho
Nenhum lugar resume melhor a história do Alvarinho em Monção do que o Palácio da Brejoeira. Com estilo neoclássico, ele começou a ser construído no início do século XIX por Luís Pereira Velho de Moscoso e foi concluído pelo filho, Simão Pereira Velho de Moscoso, que morreu em 1881 sem deixar descendentes.
Depois de passar pelas famílias Caldas e Palmeirim, de Lisboa, a propriedade foi vendida em 1901 ao conselheiro Pedro Maria da Fonseca Araújo, responsável por boa parte do que se vê hoje, como o pequeno teatro do palácio, todo trabalhado em estuque, com quarenta e oito lugares, inaugurado em 30 de abril de 1913 para celebrar as bodas de prata do casal e o casamento do filho, Eugénio.
Em 1937, o comendador Francisco de Oliveira Paes comprou o palácio e o deu de presente à filha, Maria Hermínia d’Oliveira Paes, e foi ela quem mudou a história do Alvarinho na Brejoeira.
Em 1964, buscando um melhor meio de financiar a manutenção da propriedade, resolveu investir em viticultura e plantou as primeiras vinhas da casta na propriedade, começando com doze hectares e chegando aos dezoito que existem até hoje. A escolha da Alvarinho veio exatamente de ter um produto de qualidade superior.
Em 1974, construiu uma adega moderna, em inox, e em 1976 lançou a marca própria “Palácio da Brejoeira”, tornando-se uma das primeiras produtoras portuguesas a plantar, produzir, engarrafar e rotular o próprio vinho dentro de casa.
Maria Hermínia foi sócia fundadora da Associação de Produtores e Engarrafadores de Vinho Verde e da Confraria do Vinho Verde, e em 2008, já com 90 anos, tornou-se mestre fundadora da Real Confraria do Vinho Alvarinho.
Morreu em 30 de dezembro de 2015, aos 97 anos, sem descendência direta, mas antes disso, em 1999, criou a sociedade Palácio da Brejoeira – Viticultores, S.A. para garantir a continuidade do negócio.
Emílio Magalhães, ex-executivo da Taylor’s que morava na propriedade havia cerca de quinze anos a convite da própria Maria Hermínia, tornou-se administrador e principal acionista da empresa em 2016. Apesar das notícias na imprensa dizerem que o palácio e a quinta, com cerca de trinta hectares entre vinhas, jardins e bosque, foram vendidos à família Mirpuri em abril de 2025, as fontes oficiais durante a visita confirmam que tudo ainda é administrado por Emílio Magalhães.
A visita guiada passou pelo Jardim das Camélias, com 22 variedades diferentes, pela Avenida dos Plátanos, que já teve 400 metros de extensão e era a entrada original do palácio, pela capela da família, pela adega antiga, com prensas, lagares de granito e um alambique usado para destilar a aguardente vínica envelhecida em carvalho francês, também produzida na propriedade.
Hoje, a Brejoeira produz entre 120 mil e 130 mil garrafas de Alvarinho por ano.
Recanto de Moulães: o agroturismo que aposta na terra e na família
Depois da Brejoeira, seguimos para o Recanto de Moulães, na freguesia de Longos Vales, para o almoço. É um projeto de turismo rural instalado numa casa agrícola antiga, totalmente restaurada pela família que hoje recebe os hóspedes nos seus seis quartos exclusivos.
A propriedade tem quatro hectares e inclui uma pequena capela dedicada à Senhora da Esperança, além de jardim, terraço e piscina. As uvas da vinha seguem para a adega cooperativa de Monção, da qual a família é associada, e apenas uma pequena parte fica para vinho de uso próprio, oferecido aos hóspedes.
Os proprietários são Luís e Antónia, irmã de Anselmo Mendes, conhecido como “Mister Alvarinho” por décadas de trabalho dedicadas à casta. Hoje ele está à frente da Quinta da Torre, um dos projetos mais conhecidos da região, que pertence à família Mendes desde 2016 e preserva uma casa senhorial do século XIV às margens do Vale da Gadanha.
Almoçamos cercados por vinha e pelo verde da paisagem de Longos Vales, saboreando o cordeiro assado preparado pela própria família. É esse contraste que faz o roteiro funcionar: hotel de luxo, palácio aristocrático e, no meio do caminho, uma casa de família que abriu as portas para dividir a sua história e o seu vinho com quem os visita.
Feira do Alvarinho de Monção: uma festa para os amantes de vinho branco
No fim da tarde, fomos para o Parque das Caldas, às margens do rio Minho, para participarmos da Feira do Alvarinho. A edição de 2026 aconteceu entre 2 e 5 de julho, reunindo 39 produtores de Alvarinho, o maior número já registrado no evento.
A feira combina provas de Alvarinho com gastronomia regional, animação cultural e um cartaz musical que incluiu Xutos & Pontapés, Vizinhos, Quim Barreiros e Tony Carreira ao longo dos quatro dias.
Caminhando entre as tendas, dava para sentir o motivo do evento ser considerado uma das principais vitrines do Alvarinho português. Cada produtor apresenta várias linhas ao mesmo tempo, do Alvarinho jovem e refrescante até os espumantes e os vinhos de guarda que se tornaram o assunto da nossa viagem.
À noite, com o Rio Minho ao fundo e o show de Xutos & Pontapés tomando o Parque das Caldas, percebe-se por que a feira é considerada a maior festa vínica de Portugal. É vinho, é música, é gente de Monção e de fora reunida no mesmo lugar, numa mistura de festa popular e evento vínico que poucas regiões conseguem sustentar por quatro dias seguidos.
Em tempo: à meia-noite, nos juntamos às centenas de portugueses que estavam na festa para assistir o jogo Portugal X Croácia, pela Copa do Mundo. Foi emoção do início ao fim terminando – ainda bem! – com a vitória de Portugal.
Os vinhos que provamos na feira
Foram muitos vinhos e conversas com produtores, muitos ótimos vinhos, mas há sempre aqueles que nos chamam mais a atenção.
Os vinhos da Quinta de Setas vão do frescor típico a um nível de complexidade excelente. O seu topo de gama, “O Legado do Doutor”, é uma produção exclusivíssima de 500 garrafas que entrega um vinho complexo e com bom potencial de guarda. Seu espumante é igualmente digno de nota, entregando notas de fermento e bela perlagem.
A Encostas do Mouro entrega uma gama completa e a nota fica por conta do seu Nelo da Videira Reserva 2021. Um vinho com um pouco mais de tempo e garrafa e muita elegância.
Já a Quinta de Alderiz traz o seu Colheita Selecionada, outro vinho muito especial e que tinha uma particularidade: pudemos experimentar o 2012, um Alvarinho com 14 anos de colheita que entregava notas de damasco desidratado e ainda uma boa acidez na boca. Diria que foi uma experiência única.
Para fechar, temos a Quinta do Mascanho, com um Reserva e um Grande Reserva que mostram bem o potencial da Alvarinho em produzir grandes vinhos.
O Alvarinho está mudando: espumantes, vinhos de guarda e uma nova imagem
Se tem uma coisa que queremos deixar registrada depois desses três dias, é que o Alvarinho de Monção e Melgaço não é só aquele vinho fresco de beira de piscina. Ele continua existindo, e continua sendo ótimo, mas não é a única cara da região.
Quase todos os produtores que visitamos na feira tinham pelo menos um espumante de Alvarinho na mesa. Isso chama a atenção porque, quando falamos de espumante português, o hábito é lembrar da Bairrada ou de Távora-Varosa. Mas Melgaço já rende milhões de euros em exportação de espumante, e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) trata a categoria como estratégica para internacionalizar a região. A acidez natural da casta, que sempre foi vista como característica marcante da Alvarinho, é justamente o que dá a esses espumantes potencial de guarda e complexidade.
A outra surpresa foram os vinhos mais velhos. Encontramos garrafas com mais de dez anos, guardadas por produtores que apostam num Alvarinho de maior estrutura, pensado para envelhecer em vez de ser bebido no ano seguinte à colheita. É um movimento que a própria CVRVV descreve como reposicionamento: menos vinho leve de consumo imediato, mais monocasta de guarda, com preço e imagem mais próximos do que se vê em regiões vinícolas premium.
Perguntas Frequentes sobre o vinho Alvarinho e a Feira de Monção
O que é vinho Alvarinho?
É um vinho branco produzido com a casta Alvarinho, de cacho pequeno e baixa produção, com acidez marcante e teor alcoólico mais alto do que o Vinho Verde comum, geralmente entre 11% e 14%. É considerado o mais nobre e estruturado dentro da grande família dos Vinhos Verdes, apesar de hoje ser uma casta já produzida em outras regiões de Portugal.
Como é o Alvarinho de Monção e Melgaço?
É na sub-região de Monção e Melgaço, no extremo norte da região dos Vinhos Verdes, que o Alvarinho encontra o seu terroir de origem. Ali, regras específicas da DOC Vinhos Verdes garantem exclusividade da designação e um padrão de qualidade mais rigoroso do que em outras zonas de Portugal onde a casta também é cultivada.
Quando acontece a Feira do Alvarinho de Monção?
A feira acontece todos os anos, no início de julho, no Parque das Caldas, junto ao rio Minho. Em 2026, a edição foi de 2 a 5 de julho, com entrada gratuita e inscrição prévia obrigatória.
O que fazer na Feira do Alvarinho?
Comece pelas tendas dos produtores, com vinhos para provar em Monção que vão do Alvarinho jovem e refrescante até os espumantes e vinhos de guarda que marcaram a nossa visita. Depois, aproveite a gastronomia regional, a música ao vivo e o espaço para toda a família no Parque das Caldas. Enoturismo Monção é hoje sinônimo da própria Feira do Alvarinho, mas vale esticar a viagem por quintas como o Palácio da Brejoeira, hospedagem de charme como o The Vinea Collection Hotel e aldeias históricas como Ponte de Mouro, tudo a poucos minutos do Parque das Caldas.
Por que o Alvarinho está tão ligado a espumantes?
A mesma acidez natural que sempre marcou o Alvarinho como casta é o que hoje permite produzir espumantes de guarda com potencial de complexidade. Monção e Melgaço reforçaram esse investimento nos últimos anos, com produtores tradicionais e novos projetos apostando na categoria como forma de valorizar e internacionalizar a região.
Guia prático para ir à próxima Feira do Alvarinho
A Feira do Alvarinho de Monção acontece anualmente no Parque das Caldas, geralmente entre o fim de junho e o início de julho. Vale confirmar as datas exatas na Agenda de Eventos do Viva o Vinho antes de planejar a viagem, porque a programação muda a cada edição. Quem vem de fora de Portugal costuma desembarcar no Porto e seguir de carro até Monção, cerca de uma hora e meia de viagem. Reservar hospedagem com antecedência é essencial, porque a cidade recebe milhares de visitantes durante os quatro dias de feira.
O que fazer em Monção?
Vale reservar pelo menos um dia extra além da própria feira para visitar quintas como o Palácio da Brejoeira ou a Quinta da Torre, e para conhecer aldeias históricas como Ponte de Mouro, que ficam a poucos minutos do centro. É essa combinação de festa, vinho e patrimônio que faz de Monção um destino completo.
Vale a pena a experiência?
Sim, e por mais de um motivo. A Feira do Alvarinho continua sendo, como o slogan sugere, a maior wine party de Portugal, com música, gastronomia e um ambiente de celebração difícil de replicar. Mas o que ficou mais forte para nós, depois dos três dias, foi ver de perto o quanto Monção e Melgaço estão investindo para se firmar como destino de enoturismo.
O Alvarinho que a gente vai continuar bebendo em dias de calor não vai desaparecer. Mas agora sabemos que, ao lado dele, existe todo um outro Alvarinho, envelhecido, borbulhante e mais ambicioso, que merece um lugar à mesa.
