Portugal tem dessas surpresas. Um mono-casta Peti Verdot sem passagem por barrica? Pois, e é um belo vinho. A foto...
Vicentin Backbone Perazinico 2013
93 pontos
Falar de um vinho desse nível é sempre agradável. Seu assemblage publicado no rótulo principal já é um convite. São 30% de Cabernet Franc, 30% de Petit Verdot, 30% de Cabernet Sauvignon e 10% de Malbec. O que se tem na taça como resultado é um vinho escuro, misterioso. Os aromas são muito complexos, até por conta do assemblage. Presença marcante de ameixa seca, um toque de frescor, madeira, até um certo amanteigado. O paladar é marcante e igualmente sofisticado. Convido você a colocar um gole maior na boca e literalmente mastigá-lo. Prepare-se para ficar um tempo com sua companhia falando sobre o vinho. Este é um vinho protagonista.
Este é um daqueles vinhos que você para para observar a garrafa com calma. Trata-se de um assemblage de uvas clássicas de Bordeaux, Malbec, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Carménère, cultivadas no Chile e combinadas com cuidado para gerar um grande vinho. O resultado é um vinho denso e brilhante na taça, típico de guarda, com aromas complexos, indo de uma presença de menta, eucalipto, um toque de ameixas frescas e condimentos. Na boca essa complexidade se mantém, acompanhada de uma persistência marcante. Realmente um daqueles vinhos para se tomar devagar, aproveitando cada minuto.
Almaviva
100 pontos
Como todo vinho emblemático, o Almaviva possui uma história relacionada ao desejo dos produtores de fazerem algo diferente, especial. O vinho surgiu da parceria firmada em 1997 entre a francesa Baron Philippe de Rothschild e a chilena Concha y Toro, que tinha como objetivo a produção de um vinho diferenciado.
Clos de los Siete 2012. Trata-se de um assemblage, uma mistura de várias uvas, muito interessante. Segundo o site da Wine, ele é composto por Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc e Petit Verdot – praticamente um pouco de cada uma das uvas mais populares – e passa por um estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês.
Quando vi esse vinho na carta achei sua proposta interessante. Um Cabernet Sauvignon com um toque de Petit Verdot? Só pode dar boa coisa. Para quem não sabe, a Cabernet Sauvignon é famosa por vinhos encorpados e a Petit Verdot é uma uvinha escura e miúda muito potente, utilizada normalmente para dar mais corpo e sabor aos assemblages dos quais faz parte. O resultado não poderia ser outro. Um vinho aromático, potente e que caiu como uma luva com a pizza da noite.






